sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Gente como eu, gente

 

Prefiro ter o dia
Para não ter que morrer
Nessa cidade escura
Que só se vê poluição

Prefiro ter a noite
Para não ter que morrer
Com ela
Sem ter, sem ser
E que não queria ter

É que tivesse essas coisas
Para com ela
Viver com a mesma forma
De poder amar sempre

É que não queria
Que esse meu corpo
Não existia para nunca
Viver como vive meu eu

Tristeza é ter que suportar tudo isso
Que me enoja cada dia tu que ver
Sentir a presença de cada dia sofrer
Então te jogo uma pergunta
Sem reposta
Não ouve, deixa-me falando sozinho
Agora me ponho a chorar
Sonho vê sonhos encantados
Que quando volto
Para o mundo real
Começo a chorar

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