sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Espantalho de cobre


Quantos sonhos de imagens
Luzes, cores e amores
De todas as coragens
Nessa arma para obter o poder!

Hoje eu não canto esse cântico
Nem sonho com meus sonhos.
Com tudo que fiz deve estar
No fracassado céu do meu ar.

Na espera estarei a me procurar
Esperando sem querer esperar
Implorando sem poder tentar
Que venha a me levar!

Está aqui a morte
Ainda mais morta!
Na falta que venha
Carregar-me a alma!
Podre, nobre
No espantalho de cobre
Querendo salvar-me!

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